Quando falamos em tipos de sinistro, automaticamente, pensamos em perda total. No entanto, esse conceito é mais amplo do que parece.
Entender como funcionam as classificações de sinistro é fundamental para quem compra, vende e avalia o veículo, já que isso influencia diretamente no valor de mercado e na regularização do automóvel.
Por isso, neste artigo vamos explicar tudo sobre o assunto!
O que é sinistro e quando ele ocorre?
De forma simples, o sinistro ocorre quando um veículo sofre algum tipo de dano relevante, seja por acidente, ação criminosa ou fatores externos.
Esse dano pode comprometer a funcionalidade do carro em diferentes graus. Em casos mais graves, quando o prejuízo ultrapassa cerca de 75% da estrutura, o veículo costuma ser considerado irrecuperável. Abaixo desse percentual, ainda há possibilidade de reparo, desde que atendidas as exigências legais.
Como é feita a classificação de sinistro?
No Brasil, a categorização do sinistro segue parâmetros definidos pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Essas definições não determinam, por si só, a aceitação do veículo por uma seguradora, mas servem como referência técnica e legal. A avaliação é dividida em três níveis, conhecidos como pequena, média e grande monta.
Sinistro de pequena monta
Esse enquadramento acontece quando o carro tem avarias leves, que podem ser reparadas sem comprometer a segurança estrutural.
Aqui, o automóvel pode voltar a circular normalmente, sem a necessidade de inspeção técnica obrigatória. A pontuação atribuída vai de 0 a 20, e essa informação não costuma constar no documento do veículo.
Sinistro de média monta
Já na média monta, os danos exigem maior atenção. Depois dos reparos, o carro precisa passar por uma inspeção de segurança para comprovar que está em condições adequadas de uso.
Se aprovado, ele recebe o Certificado de Segurança Veicular (CSV). A pontuação varia entre 21 e 30. A diferença é que, a partir daqui, a informação passa a constar no documento, podendo impactar o valor de revenda.
Sinistro de grande monta
A grande monta é aplicada quando os danos são severos e comprometem de forma significativa a estrutura do veículo.
Nesse contexto, a pontuação fica acima de 30. Mesmo que o carro seja recuperado, o registro permanece, o que costuma dificultar negociações futuras e a contratação de seguro, além de gerar forte desvalorização.
Principais tipos de sinistro de veículo
Além da classificação por nível de dano, o sinistro também pode ser identificado pela causa do problema. Conheça as mais comuns:
Colisão
Batidas e acidentes estão entre as causas mais comuns de sinistro. Nem toda colisão resulta em perda total. O desfecho depende da extensão dos danos.
Quando os prejuízos passam o limite estrutural determinado, a indenização pode ser integral, caso o veículo esteja segurado. Em situações menos graves, o carro pode ser reparado e continuar em circulação.
Roubo e furto
A subtração do automóvel, com ou sem uso de violência, também caracteriza sinistro. Se o automóvel não for localizado após o período estabelecido pela seguradora, o proprietário pode receber indenização total.
Se houver recuperação, é feita uma análise das condições do carro para definir se haverá reparo ou pagamento proporcional, geralmente com base na Tabela Fipe.
Eventos naturais
Fenômenos naturais, como enchentes, alagamentos, tempestades, quedas de árvores, incêndios, podem causar estragos consideráveis.
Essas ocorrências só recebem cobertura do seguro se estiverem descritas na apólice.
Danos causados a terceiros
Quando um veículo se envolve em acidentes que geram prejuízos materiais ou morais a outras pessoas, também se classifca como sinistro.
Esse tipo de situação costuma estar relacionado à cobertura de responsabilidade civil, essencial para evitar impactos financeiros elevados.
Por que entender os tipos de sinistro é tão importante?
Compreender as diferentes classificações de sinistro te ajuda a tomar decisões mais seguras, seja na compra de um usado, na venda de um veículo ou na contratação de um seguro.
Além disso, ter esse conhecimento evita prejuízos, diminui riscos e traz mais transparência para negociações.E então, gostou desse conteúdo? Para se manter atualizado sobre o mercado automotivo e de perícia cautelar, continue acompanhando o blog da SVI Brasil!
