A fraude no chassi do veículo é uma prática ilegal que tem se tornado cada vez mais comum no mercado automotivo brasileiro. Com métodos mais elaborados e difíceis de detectar, esse tipo de golpe representa riscos não apenas para compradores finais, mas também para lojistas, revendas e empresas que atuam com veículos usados.
Entender como essa fraude acontece e saber identificá-la é essencial para evitar prejuízos financeiros. Por isso, neste artigo, você vai descobrir o que caracteriza a fraude no chassi, quais são as mais recorrentes e como perceber sinais de adulteração.
Confira!
O que é a fraude no chassi do veículo?
O chassi pode ser comparado ao “RG” do automóvel. É por meio dele que órgãos oficiais identificam a origem do carro, o fabricante, ano de produção, modelo e histórico de ocorrências, como roubo, sinistro ou leilão. Quando esse número é adulterado, ocultado ou substituído, o veículo passa a ter uma identidade falsa.
Esse golpe é usado, principalmente, para mascarar a procedência real do automóvel. Isso abre espaço para a comercialização de carros roubados, legalização indevida de veículos sinistrados e a emissão de documentos falsificados.
Como esse tipo de fraude funciona exatamente?
Os golpistas utilizam diferentes estratégias. O objetivo é fazer com que o veículo passe por vistorias básicas sem levantar suspeitas imediatas. A seguir, veja os golpes mais comuns envolvendo o chassi.
Remarcação do chassi
Nessa situação, o número original é danificado, removido ou lixado. Em seguida, uma nova numeração é gravada no local. A intenção é apagar a identidade original do veículo e criar uma falsa aparência de regularidade.
Clonagem de chassi
O criminoso usa o número de um chassi legítimo, pertencente a um carro regular, para “disfarçar” um veículo roubado. Normalmente, isso é feito em carros do mesmo modelo, ano e cor para camuflar ainda mais.
Troca de plaquetas e etiquetas
Alguns automóveis possuem plaquetas metálicas ou adesivos com o número do chassi. Golpistas geralmente trocam esses itens, principalmente em carros recuperados de sinistro ou oriundos de leilão, alterando a identificação original.
Numeração incompatível entre peças
Quando um veículo é montado com peças de diferentes origens, pode apresentar divergências entre a numeração do chassi, motor e documentos. Esse é um forte sinal de adulteração ou montagem irregular.
Ocultação do chassi por reparos
Em casos de batidas graves ou ferrugem, o chassi pode ser coberto com massa, solda ou pintura. Isso dificulta a visualização do código original e facilita a marcação de uma numeração falsa.
Como identificar sinais de fraude no chassi do veículo?
A identificação começa com atenção aos detalhes. Uma análise cuidadosa pode revelar indícios como falhas de caracteres, marcas de solda, raspagens, pintura irregular ou diferença de fonte na numeração.
Além disso, é fundamental comparar o chassi gravado no veículo com as informações presentes no documento. Qualquer discrepância, por menor que seja, deve ser investigada com mais cautela.
Como se proteger contra esse tipo de golpe?
A prevenção é a melhor estratégia. Empresas e lojistas devem adotar processos rigorosos de verificação antes de fechar qualquer negociação.
O uso de ferramentas tecnológicas especializadas é um grande aliado nesse processo. Essas soluções cruzam dados com bases oficiais e apontam alertas sobre roubo, furto, sinistro, leilão e outras ocorrências relevantes.
Também é essencial realizar consultas em fontes, como Detran e Sinesp, e não confiar apenas em documentos impressos ou informações fornecidas pelo vendedor.
Quais são as consequências de ignorar a análise do chassi?
Negligenciar a verificação pode gerar impactos sérios, como a perda do veículo adquirido, envolvimento em investigações criminais, prejuízos financeiros e danos à reputação da empresa. Portanto, toda atenção e cuidado são indispensáveis!
