Quilometragem adulterada: como identificar?

Comprar um carro seminovo envolve pesquisa, comparação e atenção aos detalhes. Entre os golpes mais comuns no mercado automotivo, a quilometragem adulterada ainda figura entre os principais motivos de prejuízo.

Mesmo com a popularização dos hodômetros digitais, práticas fraudulentas continuam acontecendo e podem passar despercebidas por quem não sabe o que observar.

Neste artigo, você vai entender como funciona a adulteração de quilometragem e quais sinais podem indicar que um veículo passou por esse tipo de fraude.

Continue a leitura e saiba mais!

Por que a quilometragem adulterada é tão perigosa?

A quilometragem registrada no hodômetro é um dos fatores que mais influenciam no valor de um automóvel. 

Um carro que rodou pouco tende a custar mais por ser interpretado como um veículo que sofreu menos desgastes mecânicos. Por isso, criminosos diminuem artificialmente a quilometragem para elevar o preço do automóvel e atrair compradores.

Além de ser uma prática antiética, é um crime previsto no Código Penal e na Lei 8.137/90, artigo 7º, já que se configura como fraude contra o consumidor. O problema é que essa adulteração causa impactos reais: manutenção mais cara, menor segurança ao dirigir e grande desvalorização na revenda.

Como identificar um carro com quilometragem adulterada

Embora algumas fraudes sejam discretas, uma análise cuidadosa revela sinais de que o veículo rodou muito mais do que está sendo apontado no painel. Confira os principais pontos de atenção:

1. Desgaste dos pneus

Um jogo de pneus costuma durar, em média, 40 a 50 mil quilômetros quando bem cuidado. Se o carro apresenta pneus novos ou muito gastos, mas o hodômetro marca uma quilometragem muito baixa, fique alerta, principalmente se o desgaste for desigual ou excessivo nas bordas.

2. Estado das peças internas

O interior do veículo é um dos melhores indicadores de uso real. Preste atenção em:

  • desgaste no volante
  • aspecto da manopla do câmbio
  • bancos com tecido fino ou esbranquiçado
  • botões com marcas de uso intenso

Um automóvel com apenas 30 mil km dificilmente terá um volante descascado ou bancos extremamente danificados. Esses detalhes revelam muito mais do que números em um display.

3. Revisões registradas no manual

O manual do proprietário é um dos documentos mais confiáveis para verificar o histórico de uso. Concessionárias costumam registrar a quilometragem no momento de cada revisão, junto ao carimbo da loja.

Ausência de revisões, carimbos com datas e quilometragens incompatíveis ou páginas suspeitas podem sinalizar uma tentativa de mascarar o histórico.

4. Condições externas do veículo

A aparência externa também ajuda a detectar inconsistências. Um carro relativamente novo, mas com:

  • pintura queimada de sol
  • pontos de ferrugem
  • riscos profundos
  • borrachas ressecadas

5. Conferência completa da documentação

Consultar a documentação é essencial para confirmar dados como ano de fabricação, modelo, chassi, restrições e demais inconsistências relacionadas ao histórico do automóvel.

Prejuízos ao negociar um carro com quilometragem adulterada

Identificar esse tipo de golpe pode evitar problemas como:

Desvalorização na revenda

Se a fraude for descoberta depois, o veículo perde valor rapidamente. E o prejuízo acaba ficando com o comprador.

Manutenções mais frequentes

Um carro que rodou mais do que mostra exigirá trocas e revisões mais caras, sobretudo em sistemas como suspensão, motor e câmbio.

Danos financeiros

O consumidor paga por um veículo “melhor” do que realmente é e ainda arca com manutenção extra. 

Prevenir é sempre o melhor caminho!

A quilometragem adulterada pode comprometer a segurança e o bolso. Por isso, antes de fechar negócio, avalie cada detalhe do veículo e compare informações. Essa é a forma mais segura de evitar golpes e garantir uma negociação vantajosa. Para ler mais conteúdos com temas relacionados, continue acompanhando o blog da SVI Brasil! Até a próxima!