A dúvida sobre o que é carro clonado é mais comum do que parece, especialmente entre empresas que compram, vendem, alugam ou fazem a gestão de frotas.
A clonagem de veículos é um crime grave, que pode gerar grandes prejuízos legais e financeiros.
Neste artigo, você vai entender como esse golpe funciona, quais são os riscos e como identificar e evitá-lo!
Afinal, o que é carro clonado?
Em resumo, criminosos replicam informações como placa, número do chassi e outros dados de identificação de um carro regular e os aplicam em um veículo roubado, furtado ou adulterado.
Esse tipo de crime está previsto no Código Penal Brasileiro, no artigo 311, que trata da adulteração de sinal identificador de veículo automotor. O objetivo da clonagem é fazer com que o carro irregular “pareça legal” aos olhos de fiscalizações, compradores e empresas.
No Brasil, o controle dessas informações é apoiado por sistemas oficiais, como o da Placa de Identificação Veicular (PIV), monitorado pelo Contran, que ajuda a detectar duplicidades de placas e inconsistências no VIN (Vehicle Identification Number).
Como funciona a clonagem de veículos?
Os golpistas utilizam diferentes estratégias para aplicar o golpe. Entre as mais comuns estão:
- Alteração ou remarcação do número do chassi
- Substituição ou falsificação de placas
- Uso de documentos adulterados ou totalmente falsos
- Modificação de componentes visíveis para imitar o automóvel original
O carro clonado pode até ter marca, modelo, cor e ano semelhantes ao original, mas isso não é regra. Em muitos casos, apenas os dados oficiais coincidem, enquanto as características físicas não batem com os registros.
Quais são os riscos de comprar um veículo clonado?
Tanto para pessoas físicas, quanto para empresas, os riscos são altos.
- Perda imediata do automóvel, após identificação da fraude
- Multas e penalidades administrativas
- Envolvimento em processos judiciais
- Prejuízos financeiros sem possibilidade de ressarcimento
- Danos à reputação da empresa
Mesmo que a compra tenha sido feita de boa-fé, a legislação brasileira não garante a posse do veículo quando a clonagem é comprovada.
Como empresas e locadoras combatem a clonagem?
Empresas do setor automotivo têm investido em tecnologia e análise de dados para diminuir os riscos. Por exemplo:
- Validação rigorosa de documentos
- Biometria facial para confirmar a identidade do cliente
- Análise de padrões de locação, como uso excessivo ou comportamentos fora do padrão
- Cruzamento de dados para identificar inconsistências rapidamente
Como identificar um carro clonado?
Existem verificações fundamentais que ajudam a identificar indícios de clonagem antes da compra ou aceitação do veículo:
1. Consulta do histórico do veículo
A análise do histórico revela informações como cor original, modelo, ano de fabricação, registros de roubo ou furto e alterações relevantes.
2. Verificação do número do chassi
O número do chassi aparece em diferentes pontos do carro, como vidros, motor e estrutura. Inconsistências, rasuras, desalinhamento de caracteres ou sinais de remarcação podem apontar para uma possível fraude.
3. Análise da documentação
Documentos falsificados costumam apresentar erros de digitação, rasuras ou dados incompatíveis. Investir em vistorias e validações biométricas torna essa checagem muito mais segura.
Como se precaver?
Entender o que é carro clonado é essencial para evitar problemas legais. A prevenção, por meio de vistorias e consultas veiculares, validação de documentos e uso de tecnologia, é a melhor forma de se precaver. E então, gostou desse artigo? No blog da SVI Brasil, você encontra mais conteúdos informativos como esse. Não deixe de acompanhar!
